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Leite em pó integral ladeira abaixo beira os US$ 3,000/ton
16/07/2014 - Leite em pó integral ladeira abaixo beira os US$ 3,000/ton
Do lado da oferta, a Nova Zelândia (cerca de 50% das exportações mundiais), que vinha acumulando neste ano aumento de produção acima dos 15% em relação a 2013, iniciou nova safra no mês de junho com aumento de 10% em comparação ao volume produzido no ano passado.

Nos Estados Unidos, que nos anos recentes tornou-se importante exportador, o USDA (Departamento de Agricultura) previu, recentemente, crescimento de produção de 2,3% vs. 2013. Ao mesmo tempo, indicou que a produção de soja e milho do país deve ser maior do que sua previsão anterior, o que imediatamente causou reação de redução nos preços futuros do milho e da soja em Chicago (CBOT): nos últimos 5 dias, redução de cerca de 5% nos preços futuros do milho (contrato de setembro/2014) e de 11% nos preços futuros da soja – efeito que melhora a relação de troca leite vs. cereais no mercado internacional.

O efeito para o Brasil, como já mencionamos algumas vezes, pode ser o aumento da competitividade do produto importado no mercado brasileiro e aumento dos volumes importados. O gráfico 02 atualiza o equivalente leite fresco do leite em pó integral, a preços de leilão GDT.
 
O gráfico 02 mostra o custo, em equivalente leite fresco, do leite em pó integral importado de diferentes origens – Mercosul (sem alíquota de importação), Nova Zelândia e Estados Unidos. Com estes novos patamares de preços internacionais estabelecidos no GDT, o leite do Mercosul já atinge um equivalente leite fresco de R$ 0,88/litro, o produto neozelandês custa o equivalente a R$ 1,19 por litro e o americano cerca de R$ 1,15 por litro. O preço médio pago ao produtor brasileiro em junho, segundo o Cepea, foi de R$ 1,098 por litro e o mercado spot na primeira quinzena de julho teve cotação média de R$ 1,11 por litro – o similar importado começa a ficar bastante competitivo no mercado nacional.

Os países do Mercosul tem volumes excedentes para abastecer o mercado brasileiro? O Uruguai provavelmente seria a primeira opção – a produção de leite naquele país cresceu até maio 3,5% em relação aos volumes do ano passado. Na Argentina e no Chile a situação é bastante diferente; os volumes de produção este ano são menores que em 2013 (-2,4% menores na Argentina e 2,6% menores no Chile). A entressafra do leite nestes países ficou para trás e os volumes produzidos começam a crescer. 
 
CREDITO: MILKPOINT